Os 5 países da América Latina com as piores taxas de desemprego entre jovens segundo a Organização Mundial do Trabalho

No mundo há 168 milhões de crianças trabalhadoras, uma cifra que, segundo as estatísticas oficiais de vários países do mundo tem caído nos últimos anos, mas que deve ser reduzido a zero, tal como recordou a Organização Mundial do Trabalho (OIT) depois de celebrado o Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, no passado mês de maio.

Na América Latina e no Caribe existem 13 milhões de crianças, que se vêem obrigados a trabalhar e, destes, quase dois milhões estão na América Central, de acordo com dados da OIT.

Desemprego na América Latina

1.BRASIL

No Brasil, há mais de 7 milhões de crianças trabalhadoras. Destes, mais de 560.000 são crianças os trabalhadores domésticos. O representante da Unicef no Brasil, Gary Stahl, lamentou que “a gente vê crianças vendendo coisas na praia no horário escolar e parece-lhe normal”, em um país onde assegurou há três milhões de crianças que trabalham, principalmente em zonas rurais distantes das grandes cidades e os grandes estádios.

O governo brasileiro foi o primeiro no mundo a desenvolver uma aplicação móvel para que os cidadãos denunciem o abuso sexual de menores, incluindo o trabalho infantil, chamada “Proteja o Brasil”. A ferramenta já atingiu as 20.000 downloads.

2.PANAMÁ

José Roberto Morais, especialista do Programa Internacional para a Erradicação do Trabalho Infantil da OIT, argumentou que o Panamá passou de quase 61.000 crianças trabalhadoras em 2010 a 50.000 em 2012, segundo uma pesquisa do Instituto Nacional de Estatística e Censo (INEC) e o Ministério espanhol do Trabalho (Mitradel).

De acordo com o técnico da OIT, Panamá também deve adotar uma política pública que permita que uma parte da população, cerca de 3% das crianças em geral, possam se integrar de forma efetiva no mercado de trabalho, sem violentar os seus direitos como pessoas e como cidadãos.

Por sua parte, a diretora do Departamento de combate ao Trabalho Infantil do Ministério do Trabalho de Panamá, Rosa Carrasco, destacou que um dos programas governamentais que tem rendido frutos é que se beneficia a 6.500 crianças com uma bolsa de 420 dólares anuais.

3.  SALVADOR

O número de crianças e adolescentes que trabalham em Salvador diminuiu 11,9 % entre os anos de 2012 e 2013, de acordo com um relatório oficial, o qual afirma que a quantidade de menores de idade que trabalham, com idades compreendidas entre os 5 e os 17 anos, caiu em 19.409, de 163.577 a 144.168, entre 2012 e 2013.

4. GUATEMALA

No país há 850.000 menores trabalhadores, 70% deles na área rural, segundo dados do Ministério da guatemala de Trabalho. Na Guatemala, 60% do total de infância que trabalha é indígena e está concentrada em atividades agrícolas, seguido de trabalhos como ajudantes de ônibus, venda de combustíveis clandestino e a elaboração de artifício.

5.COLÔMBIA

Na Colômbia, um total de 1.091.000 menores estão sujeitos ao trabalho infantil, de acordo com os dados disponibilizados pelo Departamento Administrativo Nacional de Estatística (DANE). Mais de um milhão de crianças e adolescentes colombianos entre 5 e 17 anos estão sujeitos ao trabalho infantil.